e-Commerce: invista no desenvolvimento de uma loja virtual

No primeiro semestre de 2017, foram realizados mais de 50 milhões de pedidos em lojas virtuais no Brasil, de acordo com o Relatório Webshoppers. Muito além de uma tendência, o e-Commerce representa um dos grandes setores da economia nacional: em 2016, o faturamento do comércio eletrônico foi de R$ 44,4 bilhões, com mais de 47,03 milhões de consumidores. Tais números evidenciam a necessidade de lojas físicas investirem no comércio virtual.

e-Commerce
Mais do que criar um site ou uma página em redes sociais do negócio como estratégia de marketing e relacionamento com os clientes, uma empresa que busca se posicionar em um mercado cada vez mais digital, deve investir em uma loja virtual. A plataforma pode funcionar tanto como extensão de uma loja física, quanto atuar apenas no meio digital. Em ambas as situações, é necessário preparação, planejamento e organização para alcançar sucesso e o reconhecimento do mercado.

Alguns erros comuns ao abrir um e-Commerce são:

  • baixo conhecimento sobre lojas virtuais e o segmento que pretende atuar;
  • escolha errada da plataforma;
  • terceirização de funções gerenciais;
  • pouco domínio de estratégias de marketing.

O primeiro passo é escolher o público-alvo e o tipo de mercadoria que pretende vender. Grandes empresas de e-Commerce trabalham com várias modalidades de produtos, desde roupas, utensílios domésticos e dispositivos tecnológicos. Disputar com os gigantes do comércio eletrônico, vendendo inúmeros serviços, pode ser arriscado e irá exigir maior investimento em marketing e estratégias para atrair clientes.

As lojas digitais que atuam focadas em algum setor ou público específico têm mais chance de obter o reconhecimento do mercado. Pense em nichos e em quais produtos pode oferecer tanto por produção própria como artesanato e bijuterias, por exemplo, quanto por revenda de produtos de fornecedores locais. Lembre-se de calcular adequadamente o preço do produto, avaliando questões como frete e estoque de mercadoria. Entenda como o preço do produto fala muito sobre sua empresa.

Como abrir um e-Commerce: três passos para montar uma loja virtual

1. Registro, hospedagem e plataforma da empresa  

Ao definir qual segmento irá atuar (caso, a loja funcione apenas virtualmente), é importante que o empreendedor registre o negócio. Tal como uma loja física, o e-Commerce será tributado de acordo com as informações declaradas no contrato social e no regime adotado pelo negócio (Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional). Os microempreendedores individuais também podem abrir um e-Commerce e nesse caso vão tributar pelo Simples Nacional. Saiba mais sobre as obrigações do MEI.

Além das questões contábeis para iniciar um e-Commerce profissional, é necessário registrar o endereço online da empresa e definir a plataforma em que ela irá funcionar. Para criar um domínio (por exemplo, www.querabrirumalojavirtualem2018.com.br), você deve acessar o site oficial do Registro Brasil e verificar a disponibilidade do nome. Com a escolha do endereço basta comprar o domínio pelo valor de R$ 40 (para domínios com.br), que deve ser renovado anualmente.

Após adquirir o endereço online do negócio, deve-se buscar um serviço para hospedar o site. A ideia é exatamente de uma empresa que recebe várias lojas digitais em uma plataforma online, dando manutenção e garantindo que os seus clientes tenham acesso rápido e com segurança. Por isso, é necessário escolher com atenção a empresa de hospedagem, principalmente em grandes negócios que exigem maior manutenção e proteção aos dados dos clientes.

Com o domínio e hospedagem definidos, o usuário deve escolher a plataforma em que serão disponibilizados os produtos para venda. Há três modalidades: alugada, própria ou Open Source. A diferença está no nível de personalização das páginas. Alguns elementos fundamentais em lojas virtuais, junto com a boa apresentação e descrição dos produtos, são:

  • sistemas de intermediação e integração de pagamentos;
  • cálculo de CEP;
  • ferramenta de busca;
  • cadastro de clientes;
  • adaptação mobile e design amigável;
  • opções de avaliação, comentários e indicação de mercadorias semelhantes,etc.

2. Organização e estoque

Com a estrutura digital do negócio definida, o empreendedor deve pensar em outros pontos como o sistema de entrega dos produtos e o armazenamento das mercadorias. Tais aspectos vão depender do tipo de serviços oferecidos, se roupas, livros ou grandes aparelhos domésticos como geladeiras ou automóveis. Assim, é necessário definir a logística para o envio dos produtos, bem como a organização e o controle de estoque. Fique atento aos prazos de entrega, bem como as embalagens de segurança utilizadas.

Lembre-se: tal como uma loja física, as lojas virtuais devem emitir nota fiscal que deve ser anexada aos produtos enviados. O mesmo vale para os microempreendedores individuais que utilizam transportadoras para a entrega de mercadorias.  

3. Divulgação da Marca

Com o e-Commerce no ar é hora de criar estratégias de divulgação da marca. Para empresas que têm a loja virtual como uma extensão do estabelecimento físico, pode-se criar promoções que possam interligar os serviços com cupons de descontos, banners e avisos do serviço digital.

As empresas que atuam apenas no comércio digital podem utilizar canais como as redes sociais para publicar propagandas e captar clientes. Contudo, não basta apenas divulgar as mercadorias na página da marca, é necessário trabalhar no relacionamento de cliente e na publicação de conteúdos relevantes para o público.

Formação e capacitação de empreendedores digitais

Como deu para perceber, criar um comércio online é tão trabalhoso quanto abrir uma loja física e, por isso, é fundamental buscar cursos e leituras sobre vendas, finanças e gestão. No nosso Portal de Atendimento, oferecemos diversos materiais gratuitos, como:

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