A economia colaborativa pode ser o seu novo negócio

Conectar pessoas com os mesmos interesses ou que possam oferecer o que o outro precisa. Esse é o conceito de economia colaborativa que tem atraído cada vez mais a atenção de quem pensa em abrir o próprio negócio ou inovar no mercado.  E não é para menos. Em um cenário de transformação das relações de consumo, ganha quem consegue conectar demandas às necessidades de forma simples e ágil.

Dois dos exemplos mais citados quando falamos nesse tema são a Uber e o Airbnb. As plataformas de transporte e hospedagem lançaram novos modelos de negócios e cresceram rapidamente. Em meio a críticas, a Uber está presente em cerca de 300 cidades de 55 países e fez surgir concorrentes como o Cabify e o Taxify. Também alvo de protestos, o Airbnb conta com quase 90 mil anfitriões no Brasil e é responsável por 2,1% dos hóspedes do país.

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Modelos de economia colaborativa

Polêmicas à parte, as duas startups fazem parte do modelo de economia colaborativa conhecido como sistema de compartilhamento. Essa categoria inclui os serviços peer-to-peer (pessoa a pessoa), que são realizados sem um intermediário. Menos conhecido, o aplicativo Tem Açúcar, que facilita o empréstimo de objetos entre vizinhos, segue a mesma lógica.

Já no modelo de redistribuição de produtos, os usuários comercializam ou trocam produtos novos ou usados. O objetivo é repassar o que não tem mais utilidade para que seu ciclo de vida continue. É o princípio do “recicle, reuse, reduza”. Um caso clássico é o Mercado Livre. Com cerca de 150 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo, é um dos mais populares shoppings da internet. Outro exemplo é o Enjoei, site em que as pessoas podem vender roupas que não utilizam mais.

Qual o tamanho desse mercado?

A economia colaborativa movimenta anualmente US$ 15 bilhões em todo o mundo, segundo levantamento da consultoria britânica PWC. Estima-se que até 2025 esse valor suba significativamente, para US$ 335 bilhões. No Brasil, 40% das pessoas entrevistadas pelo Movimento Cidade Colaborativa disseram curtir alguma página ligada à economia colaborativa.

Os números comprovam que essa não é uma moda passageira. Pelo contrário, cada vez mais as alternativas de consumo têm sido a escolha dos brasileiros. Uma pesquisa SPC Brasil e da CNDL mostra que 40% dos brasileiros já trocaram hotéis por residências de terceiros. Para grande parte dos consumidores, a economia compartilhada torna a vida mais fácil, ajuda a poupar dinheiro pode ser uma ótima maneira de gerar renda.

O Mapeamento da Indústria Criativa, estudo realizado bianualmente pelo Sistema Firjan, revelou dados interessantes sobre o tema em sua última edição, lançada em 2016:

  • entre as áreas criativas, consumo (44,2%) e tecnologia (36,8%) responderam por mais de 80% dos trabalhadores criativos no Brasil;

  • os trabalhadores criativos têm salários superiores à média da economia. A média salarial da classe, de R$ 6.270, é mais de duas vezes e meia a remuneração média dos empregados formais brasileiros (R$ 2.451);

  • entre os estados, São Paulo e Rio de Janeiro se sobressaem no mercado de trabalho criativo: são 328 mil trabalhadores paulistas e 99 mil trabalhadores fluminenses. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também têm participação de criativos superior à média nacional.

Apesar de a economia colaborativa estar ligada à criatividade, não esqueça que o gerenciamento é fundamental. Não basta ter uma boa ideia. Elaborar um Plano de negócios é o primeiro passo para o sucesso da sua empresa. É ele quem vai dizer se a solução em que você deseja trabalhar é rentável ou não.

Alguns pontos importantes para quem deseja entrar nesse mercado são:

  • mantenha os custos fixos baixos – para ter bons resultados com margens reduzidas, a empresa deve contar com uma boa estrutura de custos. Isso significa, por exemplo, manter menos funcionários permanentes e terceirizar as atividades não essenciais;

Tem dúvidas sobre como colocar a ideia de um negócio em prática? Então acesse o Negócio Certo – Trilhas de Autoatendimento, uma solução completa do Sebrae em Santa Catarina para atender pessoas com esse perfil. Por meio dela, você terá acesso ao Modelo de Plano de Negócio do Sebrae/SC e fará uma jornada de conhecimento de acordo com o seu momento empresarial.

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