Lições para a formação de equipes e gestão de pessoas

Um dos maiores desafios para os gestores e empreendedores de grandes ou pequenas organizações é a formação de equipes e a gestão de pessoas. Mais do que a seleção e contratação de funcionários, montar uma equipe requer dedicação e esforço contínuo para implementar ações na empresa que impactem diretamente sobre a produtividade e qualidade dos serviços.

Historicamente, a principal preocupação do mercado de trabalho foi sempre obter o maior lucro e rendimento dos funcionários – mesmo que isso significasse criar uma cultura de medo e insegurança nas empresas. No entanto, nas últimas décadas, as instituições têm passado por uma revolução na gestão de pessoas e tratamento de equipes. Algumas dessas mudanças são resultado do desenvolvimento de líderes que inspiram seus liderados e criam um ambiente de inovação, união e empatia.

gestão de pessoas

Outros aspectos que contribuem para a criação de uma nova cultura nas empresas são os dados sobre a saúde e a segurança no trabalho. Situações de stress, ansiedade, depressão, e outras doenças psicológicas afetam não apenas o desempenho dos funcionários, mas também o crescimento das instituições. Por isso, cada vez mais há uma preocupação com a qualidade do ambiente do trabalho, assim como os relacionamentos estabelecidos entre os funcionários nas empresas.

Em nosso Portal de Atendimento oferecemos um curso gratuito de 60 minutos sobre “Liderança, Comunicação e Relacionamento Interpessoal”, desenvolvido em parceria com a coaching Vanessa Tobias. Além de abordar técnicas de relações interpessoais, são apresentadas algumas formas práticas de autoconhecimento e tomadas de decisão com empatia nas relações de trabalho.

Desenvolvimento de líderes para a gestão de pessoas

Empatia, aliás, é uma das principais características de um líder de acordo com o escritor Simon Sinek, no livro “Líderes se servem por último”. Buscar compreender as críticas do trabalhadores de uma empresa é um dos primeiros passos para implementar mudanças na gestão de pessoas e criar um ambiente de confiança. Não se trata de atender “regalias”, mas sim de reconhecer os funcionários como colaboradores que também tem necessidades.

Esse senso de humanidade, onde os trabalhadores não são vistos como pessoas que querem roubar a empresa ou de chefes que querem explorar a mão de obra, reflete na união e desenvolvimento da equipe (independente de cargos ou funções). Ações práticas como uma abertura maior para opiniões e sugestões, assim como, a igualdade na cobrança e atribuições de responsabilidades no dia a dia, transformam funcionários em colaboradores do negócio.

De acordo com Sinek, as organizações são transformadas quando as pessoas passam a sentir que são parte de um grupo. Além do reconhecimento de ideias e das atividades desempenhadas, quando são atribuídos serviços de confiança aos colaboradores, eles tendem a se sentir mais valorizados, dedicando-se mais do que em um ambiente hostil, onde há sempre desconfiança e medo. Para isso, algumas atitudes práticas na gestão de pessoas que podem ser tomadas são:

– Realizar reuniões gerais e individuais onde todos são tratados igualmente. Esteja aberto às críticas e sugestões.
– Criar um ambiente onde os funcionários não tenham medo de indicar problemas na empresa (não adianta o colaborador relatar alguma situação, se dias depois ele for demitido).
– Incentivar a equipe a apresentar soluções diferenciadas.
– Ampliar a flexibilidade com horários (com um banco de horas os funcionários têm mais liberdade para executar seus serviços. Não se trata de deixar que cada um decida seu próprio horário, mas sim de que, caso haja uma necessidade o trabalhador possa ter flexibilidade para sair mais cedo ou entrar mais tarde).

Desenvolvendo um Círculo de Segurança

Demissões em massa são comuns em tempos de crise, principalmente porque as empresas priorizam o lucro à gestão de pessoas. No entanto, embora se possa alcançar as metas de rendimento pela redução de “gastos”, a perda de talentos é fatal e também traz prejuízos financeiros, no curto e médio prazo. Isso porque além da dificuldade de captar funcionários qualificados e formar equipes, os trabalhadores que se mantêm na empresa acabam ficando inseguros. “Ora, se outros foram demitidos, o que impede que eu não seja também?”.

Sinek indica que para evitar essas situações, as organizações devem desenvolver um Círculo de Segurança em torno de cada um dos membros. Esse círculo se refere à um ambiente de confiança e empatia, onde todos sentem que devem proteger uns aos outros de ameaças internas e externas. Como ameaças internas pode-se citar competitividade, intrigas e inveja entre os funcionários. Para isso, deixe claro os valores e crenças da empresa. Reforçe a importância do papel de cada colaborador, e valorize as atividades desempenhadas no dia a dia.

Para a formação de equipes e gestão de pessoas é importante também que os líderes busquem conhecimentos adicionais sobre inovação, comportamento humano e administração de empresas. Para isso, acompanhe o nosso blog e busque capacitação em nosso Portal de Atendimento.


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