Gestão financeira: As 5 dúvidas mais comuns do MEI

Ser Microempreendedor Individual, mesmo tendo um regime tributário diferenciado, não elimina a necessidade da gestão financeira. Por isso, nunca é demais eliminar dúvidas que possam atrapalhar ou até desestimular o controle das finanças. Pois sem controle, o MEI perde oportunidades e deixa de projetar metas e objetivos maiores para seu negócio. Além de correr riscos de contrair dívidas desnecessárias e até enfrentar dores de cabeça com problemas trabalhistas.

Gestão financeira: As 5 dúvidas mais comuns para MEI

Por isso, neste post vamos falar sobres as cinco dúvidas mais comuns na gestão financeira do MEI. É uma forma de ressaltar pontos específicos, mas principalmente de lembrar a importância de manter uma gestão financeira eficiente.

Por onde começo a gestão financeira do meu negócio?

A gestão financeira começa até mesmo antes da formalização do negócio. O MEI deve avaliar previamente quais os recursos que necessitará para concretizar o sonho do próprio negócio. Também é importante fazer uma autoavaliação para medir o nível de conhecimento que possui sobre finanças. Busque apoio, faça cursos e leia a respeito. Isso fará diferença quando o negócio estiver formalizado e no mercado.

Quando a empresa estiver estabelecida a gestão financeira deve ser encarada como uma rotina. A sugestão é adotar uma planilha para o controle das entradas e saídas. E que o MEI assuma o compromisso de mantê-la sempre atualizada. A recomendação é que os dados sejam atualizados diariamente. Para tornar a tarefa ainda mais eficiente, o MEI tem também uma segunda opção: usar ferramentas online de gestão financeira. São meios práticos de ter as finanças na palma da mão, literalmente. Basta escolher qual a ferramenta que mais se adapta à sua necessidade.

Preciso ter uma conta bancária Pessoa Jurídica?

Esta é uma dúvida comum. Cabe esclarecer que para realizar movimentações bancárias das receitas e despesas como MEI e usufruir dos benefícios de acesso ao crédito não é obrigatório abrir uma conta corrente de Pessoa Jurídica.

No entanto, a boa administração começa a partir da separação daquilo que é patrimônio pessoal do que é patrimônio da empresa. Muitos não abrem uma conta só para o negócio e usam suas contas bancárias de Pessoa Física. Ou seja, misturam as receitas da Pessoa Jurídica com as de outras fontes, como salário do empregado ou recebimentos por aluguéis, por exemplo. Fica mais complicado gerenciar não só o que entra, mas também o que sai do caixa da empresa.

Por isso, apesar da não obrigatoriedade, é importante que o MEI abra uma conta jurídica para melhor administrar sua empresa. Esta conta deverá centralizar toda a movimentação financeira do negócio. Fica mais fácil somar as receitas e, especialmente, controlar de modo mais assertivo o pagamento de despesas e impostos. Sem as contas separadas, é grande o risco do MEI usar dinheiro que não é da empresa para quitar pagamentos. E isso afetará, por exemplo, o controle do fluxo de caixa porque os números não refletirão o real quadro das finanças da empresa.

Como a gestão financeira influencia nas obrigações que tenho como MEI?

Todos os anos, até o dia 31 de maio, o MEI precisa encaminhar para a Receita Federal a DASN – SIMEI (Declaração Anual do Simples Nacional). E a base para isso, está na gestão financeira. Caso não controle as finanças, o MEI terá dificuldades para cumprir com essa obrigação legal. A DASN – Simei deve informar o faturamento total que o MEI gerou durante o ano. O preenchimento do relatório mensal de receitas brutas ajuda nesta tarefa. Se seguir uma rotina na gestão financeira, o MEI terá os dados sempre à mão. E quando chegar na época de preencher e enviar a DASN – Simei, bastará somar as receitas de cada mês para saber o total. Não enviar o DASN – Simei acarreta multa e pode até causar o cancelamento do CNPJ do MEI.

A gestão financeira também auxilia caso o MEI tenha um empregado contratado. Recomenda-se ter o controle dos recursos para melhor administrar o pagamento dos salários e cumprir corretamente com as demais obrigações trabalhistas. O descumprimento destas obrigações pode resultar em dor de cabeça, com o empregado podendo exigir seus direitos na justiça trabalhista. Com a gestão financeira organizada, o MEI poderá fazer todas as previsões com antecedência para garantir que as obrigações serão cumpridas.

Se sou um Microempreendedor Individual, por que preciso definir um valor para retirada mensal?

Da mesma forma que é importante ter contas separadas, definir um salário mensal do MEI faz diferença na gestão financeira do negócio. A dúvida existe porque o MEI está sozinho no negócio, sem sócio e sem empregado. Se está sozinho, a receita, descontada as despesas, é toda dele. Isso é verdade, mas não definir a retirada impede que o MEI faça um planejamento financeiro do negócio. Com isso, perde a possibilidade de construir uma reserva financeira para emergências e reunir recursos para investimentos com foco no crescimento do negócio.

Como já destacamos no blog, a definição da retirada mensal depende das despesas pessoais e familiares que o MEI possui. Depois, é preciso conferir o fluxo de caixa do negócio para verificar o valor e outros pontos como a forma como será feito o reajuste. O importante é que o MEI, com base na organização da gestão financeira, possa cobrir suas despesas e ao mesmo tempo almejar voos maiores com seu negócio.

Que prejuízos posso ter caso deixe de controlar as finanças do negócio?

Às vezes é preciso levar sustos para ficar mais atento com questões como a gestão financeira. Muitos empreendedores decidem rever a forma como cuidam das finanças somente após enfrentarem uma crise ou um prejuízo no caixa. É preciso prevenir porque o remediar, quando falamos de gestão financeira, é recorrer a empréstimos bancários. E isso nem sempre é uma saída recomendável, especialmente se o objetivo é cobrir furos no capital de giro.

O pior é que muitos empreendedores acabam tomando empréstimos, mesmo sem necessidade. Poderiam evitar isso, caso a gestão financeira fosse feita de forma eficiente. A falta de controle faz o dinheiro “desaparecer” mais rapidamente. O MEI não sabe exatamente o que tem em caixa, qual o fluxo para os meses seguintes e muito dinheiro vai para despesas que não trazem retorno. Por tudo isso, com a gestão financeira em dia, o MEI pode evitar assumir dívidas. E sabendo exatamente quanto fatura e quanto gasta, pode até planejar empréstimos que são necessários de fato. E que não vão cobrir furos, mas sim ampliar os horizontes do negócio.

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