Quais fatores influenciam na formação de preço de um produto?

Você montou sua empresa, possui um novo produto ou serviço, mas ainda não sabe qual o valor adequado a cobrar? Ou talvez pense que um bom preço pode ser definido com base em suposições ou achismos, sem um critério claro e justo. Saiba que a formação de preço de um produto ou serviço deve ser boa para seu negócio e para os clientes.

Já falamos sobre a importância de planejar o preço do produto em outro post aqui no blog. Mas hoje iremos aprofundar o assunto e mostrar dicas de como calcular a formação de preço do seu produto ou serviço, para ser competitivo em seu segmento de mercado.

Formação de preço

Formação de preço: o que é isso?

O cálculo da formação de preço de um produto ou serviço deve considerar o investimento realizado para criar e/ou oferecer a mercadoria ou para que o serviço seja executado. Neste artigo do Sebrae sobre preço de venda de um produto ou serviço é possível ver alguns aspectos que devem ser avaliados nesse processo. Dentre os fatores levados em conta estão os custos de produção, salários de funcionários, enfim, despesas fixas e variáveis, e o lucro que se espera alcançar. O que a concorrência pratica em termos de valores também deve ser observado.

Mas lembre-se: ainda que os custos sejam muitos, é importante que o valor final apresentado aos seus clientes não seja abusivo. A formação de preço deve cobrir seu investimento, mas também ser justa para o público-alvo. Por isso, a necessidade de conhecer a concorrência e a realidade da população na qual seu negócio está inserido, pensando que poderá oferecer descontos caso os clientes peçam.

Agora iremos mostrar como calcular a formação de preço de um produto ou serviço.

Exemplo de como calcular a formação de preço de um produto ou serviço

Enquanto na formação de preço de um serviço o custo com salário de funcionários, por exemplo, será uma das bases para determinar o valor final, ao definir o preço de um produto o que irá pesar sobre o investimento serão os custos da sua produção ou aquisição, associados a eventuais pagamentos de funcionários responsáveis por produzi-lo e por vendê-lo, seja diretamente ao consumidor ou a revendedores.

Para facilitar a compreensão, vamos pensar em um exemplo específico: uma empresa que oferece serviços de buffet para festas.

Abaixo veja um esquema com as despesas gastas, a margem de lucro e o valor final do serviço, considerando que para tanto a empresa oferece uma equipe de garçons e responsáveis por montagem de decoração, etc.:

Custo com salário de funcionários Despesas fixas e variáveis Margem de lucro (de 15%) Valor final do serviço cobrado do cliente
R$ 3.000,00 R$ 2.000,00 R$ 750,00 R$ 5.750,00

Lembrando que as despesas variáveis incluem itens cobrados de forma proporcional ao volume vendido ou utilizado como impostos, eventuais comissões de funcionários, taxas de água e luz, dentre outras.

Caso o exemplo se tratasse da venda de um produto, o custo de produção dessa mercadoria – somado à mão-de-obra responsável por produzi-la – também deveria ser considerado na tabela. Veja abaixo um exemplo relacionado ao setor alimentício, com as variantes consideradas na formação de preço de um prato à la carte, listado no cardápio de um restaurante:

Custo de produção do produto Custo com salário de funcionários (proporcional por produto) Despesas fixas e variáveis

(proporcional por produto)

Margem de lucro (de 15%) Valor final do produto cobrado do cliente
R$ 10,00 R$ 5,00 R$ 5,00 R$ 3,00 R$ 23,00

Caso você possua uma microempresa, levou em consideração esses fatores na formação de preço do seu produto ou serviço? Conta pra gente: deixe seu comentário!

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