Business Agility na transformação digital: confira dicas de especialistas para sua empresa pensar de forma ágil

Da noite para o dia, colocamos todos os funcionários em home office”. Quem transita no mundo corporativo, já ouviu centenas de vezes essa frase de CEOs e gestores de recursos humanos, sempre orgulhosos com a velocidade com que conseguiram estabelecer o trabalho remoto. Para algumas empresas, a aparente tranquilidade por terem sistemas online, necessitando somente de um computador e acesso a internet para que os profissionais continuassem a exercer suas funções normalmente, trouxe uma impressão de agilidade na  transformação digital, diferente de outros setores que não conseguiram se adaptar rapidamente. 

 

 

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Mas, por que esse pensamento não reflete a realidade de muitas organizações? Por que até mesmo empresas que já se autointitulavam digitais,  com acesso a muitas ferramentas tecnológicas, estão enfrentando dificuldades para gerir equipes, se comunicar com o time e atender clientes, passados mais de 100 dias da nova realidade? 

 Na visão de Fábio Trierveiler, Lean-Agile Leader na Supero, existe uma confusão no conceito. “Ser ágil não é conseguir entregar mais rápido, mas conseguir se transformar de uma maneira mais veloz. Na virada para o home office a gente pode perceber quais empresas tinham o DNA ágil na sua essência, não só em teoria”, explica. 

 Confira mais dicas de especialistas Agile para que sua empresa se torne ágil de verdade. 

 1. Não basta digitalizar a burocracia

 “Temos visto muita empresa digitalizando a burocracia, arrastando os problemas que existiam no mundo físico para o mundo digital”, conta Allan Rett Ferreira, coordenador de desenvolvimento da Paschoalotto e especialista em transformação digital. Ele destaca que o momento atual é uma oportunidade de as empresas realmente olharem para os clientes, colocando-os em primeiro lugar e buscando o entendimento para oferecer o melhor serviço na ponta do processo. “Vejo que a  digitalização feita por fazer, sem pensar em toda a cadeia e no usuário final, pode até piorar a situação em relação ao que era no mundo físico”. 

 Para o gerente de projetos na Supero, Leonardo Muller, tornar-se digital é se permitir fazer um exercício de base zero, ver todas as possibilidades para o seu negócio. “Vejo isso muito inserido na cadeia de suprimentos, na qual o consumidor final está cada vez mais próximo do produtor, e essa cadeia tende a achatar ainda mais”, explica. 

 Luiz C. Parzianello, especialista em Gestão Estratégica e Agilidade de Negócios com 30 anos de experiência em projetos de TI e CEO da SURYA, explica que transformação digital é a junção de transformação cultural com inovação digital, não a simples digitalização, e quem não percebeu isso, está ficando para trás. 

 2. Mentalidade deve atingir todos os níveis da empresa

 “Não adianta somente os times de desenvolvedores e times de produto terem a mentalidade ágil, se o resto da empresa não tem. O pensamento deve ser comum de toda a empresa”, explica Fábio Trierveiler, Lean-Agile Leader na Supero. Ele ainda destaca  que para essa transformação de fato acontecer, deve vir de cima para baixo, começando pela alta gestão, e que não tem segredo: treinamento e capacitação, para que todos entendam o propósito.  

 Parzianello, da SURYA, tem um pensamento semelhante. “Eu vejo, às vezes, dentro de uma empresa a área de negócios se colocando como clientes da área de desenvolvimento. Todos devem entender das metodologias e se colocar como parte da cadeia, só existe um cliente, que é fora da empresa”. Ele ainda destaca a importância do papel do líder na transformação. “A liderança tem o poder para mudar a  gestão, a gestão influencia a cultura. Então para mudar a cultura, primeiro se muda gestão”, diz. 

 3. Tenha pessoas de negócios

 O especialista Allan Rett Ferreira destaca que se fala muito no mercado que para cargos como Product Owner e Product Manager é preciso ter uma via empreendedora. “Mas existe uma grande dificuldade para se encontrar esses profissionais com uma visão ampla, que entendam de estratégia e negócios”, diz. 

 “Não se faz business agility sem gente de negócios. O ponto é como formar essas pessoas”, fala Leonardo Muller. Ele destaca que em sua própria experiência profissional, começou com desenvolvimento de produtos, e depois foi  para implantação de negócios. “Durante esse tempo eu tive visão de como funciona o negócio do cliente e pude entender melhor como se conectava na estratégia da empresa, e a trabalhar precificação, como gerar valor”, finaliza.  

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*Artigo enviado via Assessoria de imprensa por Dialetto.

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