A importância da análise periódica de demanda para a gestão de estoque

Para muitos empresários, a gestão de estoque está diretamente ligada com a manutenção dos clientes e do lucro durante a crise.

Se nos últimos meses, a crise econômica afetou boa parte dos empreendedores e os levou a pensar em saídas, a maior parte das soluções encontradas passa, como qualquer outra coisa, pela boa gestão, inclusive a gestão de estoque. “O cliente que comprava um produto x, ele passa a comprar um produto y, o empreendedor tem que saber coordenar essas nuances do negócio e trabalhar em cima delas”, afirma o dono da Suprilimp, Alexandre Mallet Kolling, empresa especializada em fornecimento de produtos.

Gestão de estoque: a importância da análise periódica de demanda

Para ele, o segredo reside em uma gestão de estoque eficiente e equilibrada. “Se vendo 10 produtos, preciso comprar 15. Temos que ter esse excedente em loja, continuamente. E temos, claro, que acompanhar mensalmente o acréscimo ou o decréscimo do produto. Caso tenhamos vendido 12 ao invés de 10, aumentamos um pouco mais o estoque. E assim por diante”, avalia o empresário.

Embora ainda pequena, a Suprilimp se estabilizou no mercado gaúcho e fechará o ano com o mesmo ganho de 2015, despistando a crise no mercado. Segundo registro do SEBRAE, hoje, a gestão de estoque representa pelo menos 60% dos custos de um negócio. Ou seja, o atendimentos às demandas passa diretamente pela sobrevivência de uma empresa de menor porte. A ausência de uma análise periódica eficiente faz parte do rol de erros que devem ser evitados por microempresários.

Gestão de estoque: como garantir sua eficiência

De acordo com uma tese publicada na Universidade de Caxias do Sul, a deficiência na gestão de estoque irá passar por cada setor da empresa, incluindo prazos e entregas do produto requerido. Algumas soluções empresariais estão no acompanhamento tanto mensal, quanto semanal – orientando-se pelo estoque mínimo  e seu destino. São inventários que buscam um controle geral de cadastros e estabelecimento de metas.

A evolução do material e a percepção são alguns dos grandes reflexos que atingirão o negócio.  Para Marcela Maria Eloy Paixão Oliveira e Rafaella Machado Rosa da Silva, acadêmicas de Ciências Contábeis do Instituto Cuiabano de Educação, além de garantir a celeridade no fornecimento do material, a gestão de estoque também garante a sazonalidade. Os riscos de dificuldade no provimento, centralização de informações, impedimento entrada de materiais desnecessários, padronização, ativação do setor de compras e uma maior economia, já que o controle do estoque garante que o empresário nunca pague muito a mais do que ele irá vender ou ter de lucro, também são outras qualidades.

Algumas empresas indicam o investimento em softwares especialistas em gestão de estoque. É um meio de  garantir uma programação 24h voltada à organização da demanda e o atendimento dos objetivos para uma maior delimitação. Esses softwares basicamente cobrem o que é necessário para a sobrevivência no mercado: a antecipação. De acordo com vários estudos na área, a maior parte das empresas tem vantagem competitiva em dois quesitos: na rapidez da distribuição e no valor cobrado. A conciliação entre os dois é o que o empresariado persegue e almeja nos tempos atuais.

Torna-se importantíssimo que o empreendedor controle sua demanda e projete com margem de risco suas contas, ao trabalhar com fornecimentos e estoques. “Quem quer ganhar dinheiro, hoje em dia, tem que trabalhar com estoque de segurança, por exemplo”, conclui o dono da Suprilimp. Muitas empresas flertam com esses limites e com excedentes, como o caso do estoque de segurança. Tudo passa por adequação. Em períodos de crise, a gestão de estoque é a alma do negócio.  

Para saber mais sobre gestão, recomendamos também a leitura do artigo “Gestão financeira: 7 erros que colocam em risco as finanças dos MEIs. Ficou com alguma dúvida? Deixe um comentário para nós.

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