Pesquisa traça perfil e hábitos dos consumidores catarinenses de Casa e Construção

casa e construção O setor de Casa e Construção movimenta uma parcela relevante da economia brasileira. O segmento também é importante para o ecossistema de negócios de Santa Catarina, gerando renda e empregos no estado. Na visão dos empresários, mesmo com o setor ainda amargando baixa atividade devido à recessão, o futuro próximo indica que a situação deve ficar mais favorável. O movimento é notado, por exemplo, nas vendas nacionais de materiais de construção.

O momento atual sinaliza que o ambiente está voltando a ficar propício para negócios no setor no Estado. Esse é um período determinante para definir estratégias de atuação, especialmente em marketing e vendas. Por isso o Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae promoveu uma pesquisa inédita, levantando dados sobre o perfil de consumo dos catarinenses nesse segmento.

O setor de Casa e Construção no Estado

O segmento de Casa e Construção representa uma engrenagem importante para a economia de Santa Catarina, e o seu bom desempenho significa geração de renda e empregos no estado. São 14.228 empresas relacionadas a esse setor, das quais 45,23% atuam com construção de edifícios.

Considerando a intenção dos consumidores, a perspectiva para o setor no estado aponta boas possibilidades. Confira abaixo algumas das principais conclusões do estudo.

Perfil dos consumidores

A maioria dos participantes da pesquisa (32,47%) nasceu entre os anos 1980 e 1989, com idade média de 37,11 anos. Com base nos dados, é possível afirmar que a geração com maior potencial para o setor é a X, que abrange pessoas com idade entre 35 e 54 anos.

Essa geração é composta de indivíduos que, em termos de consumo, costumam decidir com base na racionalidade, valorizam a comunicação que tem foco no produto, são atraídos por estética e símbolos, gostam de se ver verdadeiramente representados e utilizam plataformas diversas, tanto offline como online.

O gênero predominante entre os pesquisados é o feminino (55,16%). Em um estudo sobre hábitos de consumo online da Navegg (líder do mercado latino-americano em big data), também foi identificada presença maior das mulheres, com 74% da participação. Já a análise da empresa Popai Brasil apontou o público masculino como destaque (63%), mas constatou que as mulheres se envolvem mais na escolha de materiais de acabamento.

Escolaridade e renda

Quando o assunto é escolaridade, a pesquisa mostra que o público consumidor de Casa e Construção possui alto nível de formação: 64,20% têm ensino superior, dos quais 32,80% são pós-graduados ou mestres. Conhecer a escolaridade do consumidor é um aspecto importante para definir estratégias de venda, já que existe uma associação direta dessa informação com grau de exigência – quanto maior a formação, também crescem os requisitos para compra de produtos ou serviços. Além disso, no Brasil, a escolaridade reflete muito na renda, que pode aumentar até 80% quando o ensino médio é concluído.

O resultado da questão sobre faixa salarial aponta que 33,12% dos respondentes possuem renda entre R$ 1.874,01 e R$ 3.748,00, o que se refere à classe D, conforme definição de classes do IBGE. Ainda que esse dado possa indicar uma perspectiva negativa para o setor estadual, é importante destacar que o Santa Catarina teve a quarta maior renda per capita mensal do Brasil em 2017, com salário médio de R$ 1.597,00. Isso demonstra que a população tem um bom poder de consumo, se comparado à média nacional.

Hábitos de consumo

Os pesquisados afirmam que a decoração é o serviço mais utilizado em Casa e Construção (62,26% da amostra total). Logo em seguida, aparecem os móveis, com 57,85%. Em relação à decoração, esse é um serviço que tem como característica a demanda constante.

De acordo com um estudo de tendências divulgado pelo Pinterest (rede social utilizada por mais de 175 milhões de usuários como uma da principais fontes de inspiração para projetos e decoração), existe uma concepção na área que afirma que a decoração de um espaço nunca está totalmente pronta, por isso é comum o retorno de usuários atraídos por novas inspirações. O Pinterest reúne mais de 14 bilhões de ideias de decoração e quem busca pelo tema tem a tendência de investir 27% nesse mercado em comparação a quem não pesquisa.

Serviços realizados com profissionais

Embora a decoração desperte bastante interesse do público, a pesquisa mostra que esse é o serviço menos realizado com profissionais. A categoria de construção e reformas ganha vantagem nas contratações, segundo 66,99% dos respondentes. Cada pessoa realiza, em média, 2,76 serviços com profissionais.

No mercado de Casa e Construção, percebe-se um predomínio de reformas em vez de construções iniciadas do zero. Em 2016, 60% do faturamento de lojas do ramo era proveniente de reformas, enquanto 40% era de novas construções.

Fontes de informação e meios de compra

O ambiente online lidera a preferência como fonte de informação sobre o segmento de Casa e Construção. Quando questionados sobre quais meios utilizam para pesquisa de produtos, 72,90% dos respondentes indicaram lojas online; 51,83%, Google; e 51,29%, lojas físicas. Em média, 2,61 fontes são consultadas por cada consumidor, o que expressa um hábito de checagem das informações, diversificando os meios de pesquisa.

Ainda que o meio de pesquisa seja online, a maioria dos consumidores efetua suas compras na loja física. No resultado da pesquisa, 68,63% dos respondentes apontam consumir no varejo físico, enquanto 29,51% escolhem a loja online.

Mais informações

Quer acompanhar as principais movimentações do mercado de Casa e Construção? Estar por dentro dos eventos do setor e principais tendências? Então acesse o portal do Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae.

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*Jornalista responsável: Gabriel Rocha

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