Pesquisa destaca a importância das redes sociais no mercado de Casa & Construção

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Levantamento do SIS/Sebrae monitora plataformas mais utilizadas e os temas abordados 

O setor de Casa & Construção representa um importante pilar da economia nacional. Em 2017, a construção civil movimentou R$ 648 bilhões no Brasil. Atualmente, o segmento começou a apresentar sinais de melhoria, após um período de resultados negativos. Nessa retomada, as redes sociais podem desempenhar um papel importante, se consolidando como uma das principais fontes de informações sobre o assunto. Elas possibilitam o compartilhamento de experiências, além da rápida disseminação de tendências. Por isso, o Setor de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae desenvolveu uma pesquisa que aborda o segmento de Casa & Construção nas redes, monitorando as plataformas mais utilizadas, a presença das empresas e os temas abordados com frequência.

As empresas de Casa & Construção estão inseridas em um mercado de vendas complexas, com alto valor agregado. No contexto atual, as decisões de consumo são muito influenciadas por informações disponíveis online. Por isso, as redes sociais têm importância crucial no que se refere à captação de informações e análise de comportamento, auxiliando no desenvolvimento de estratégias de marketing bem-sucedidas.

O estudo do SIS/Sebrae foi realizado com a utilização de ferramentas de monitoramento para captação de dados em relativos ao comportamento do consumidor do setor de Casa & Construção nas redes sociais. As seguintes plataformas foram monitoradas entre os dias 10 de março de 2019 e 10 de abril de 2019: Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. No período, foram coletadas 28.724 publicações.

Principais dados levantados

A maioria das publicações que abordam temas relacionados ao setor de casa e construção nas redes sociais é de mulheres (43,44%). Os homens ficam com 37,11% das postagens. Entre as redes sociais monitoradas, o Instagram concentrou o maior número de ocorrências. Nessa plataforma foram divulgadas 90,82% das publicações coletadas. Embora o Instagram centralize grande parcela do conteúdo associado ao segmento, os perfis dos publicadores mais influentes estão no Facebook, Twitter e YouTube.

Os usuários tendem a abordar assuntos de Casa & Construção no fim da tarde e período noturno. Das publicações coletadas, 97,10%  são neutras, ou seja, não tendem para uma abordagem positiva ou negativa.

Em termos gerais, as categorias “empresa” e “decoração” contemplaram 81,46% do conteúdo publicado. A tag “DIY” (“Do It Yourself”, relacionada a projetos “faça você mesmo”) também mostrou grande relevância. Com a propagação dos fazeres manuais, cresce também a demanda por produtos e serviços que atendam às necessidades dessa prática. Segundo previsão da empresa Technavio, o mercado de ferramentas voltadas ao segmento DIY movimentará US$ 13,9 bilhões até 2021.

No ranking dos termos mais mencionados pelos publicadores, o tema decoração se destacou. Outras expressões importantes para o setor foram “reforma”, “WhatsApp” e “artesanato”. Entre as matérias-primas utilizadas em Casa & Construção, a madeira mostrou que tem a preferência do público, pois foi o primeiro material a aparecer na lista dos termos mais frequentes.

Os resultados do monitoramento indicaram que as publicações sobre Casa & Construção se concentram em cidades do Sudeste e Nordeste. Essas são as regiões mais populosas do Brasil, o que impacta na quantidade de ocorrências obtidas. As capitais São Paulo (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Fortaleza (CE) figuram entre as mais presentes.

Tendências do setor

Decoração é o termo mais utilizado nas publicações, mostrando o interesse do público pelo assunto. A palavra “reforma” apareceu na lista das mais citadas, indicando oportunidades de mercado. “Artesanato” é outra expressão muito usada pelos publicadores, assim como “WhatsApp”. Essa última traz um indicativo de qual canal de comunicação pode ser utilizado pelas empresas para contato com os clientes. 

Organização também é um termo  em evidência. Práticas associadas ao tema ganham cada vez mais adeptos, tendo como principal referência a japonesa Marie Kondo. Com livros que abordam conceitos de organização tradicionais em seu país, ela conquistou grande sucesso. Além disso, a tendência é impulsionada por fatores como redução dos espaços em imóveis e disseminação de estilos de vida minimalistas, em que os objetos perdem valor e as pessoas buscam práticas de simplificação.

Os millenials estão desafiando as empresas, ao adotarem hábitos de consumo com características distintas das gerações anteriores. O setor de Casa & Construção precisa ficar atento à forma como esses consumidores encaram a escolha do local para morar. O primeiro ponto a ser observado é o aumento dos lares em que vivem poucas pessoas, ou apenas uma. 

As mulheres devem estar no radar de atenção das empresas, pois são as grandes influenciadoras nas decisões de consumo das famílias e estão ampliando o seu próprio poder de compra individual. De acordo com uma pesquisa feita pela agência J. Walter Thompson, elas são responsáveis, sozinhas, pelas decisões de compra em 61% dos lares.

Mais informações

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*Texto do jornalista Gabriel Rocha

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